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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

FEMINI 2015




Mostra de esculturas de Jorge Schröder “FEMINI”, composta de esculturas feitas pelo escultor ao longo de 33 anos.

“... Mão consciente, descobre a força e o pensamento da matéria.”
Conheci jorge schröder em 2005, preparava a mostra itinerante de esculturas de grande porte . Escultor, rigoroso e disciplinado nas suas jornadas de trabalho. Sua obra é construtivista, caracterizada no vigor da forma e na força contida na matéria prima, bronze, madeira, alumínio, cobre e resinas acrílicas...”
                                                          lygia helena roussenq neves
                                                         associação brasileira de críticos de  arte (abca)                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                        

A figura da mulher explicita na forma em equilíbrio constante, o ser esbelto das silhuetas nas curvas femininas, sombras que se projetam nas faces planas dos recortes que conformam o material, em especial a madeira que com o calor latente do material, proporcionam alem da forma a visão da pureza deste material. Algumas peças em acrílico transparente não deixa de produzir a sensação de reconhecimento figurativo e no Bronze o clássico do esculpir e produzir efeitos de pátina com ácidos, revela uma nobreza do material.
Mostra repleta de emoções sensoriais, possíveis de toque e com leitura simples da forma, uma pequena viagem na ousadia criativa do escultor múltiplo em sua criatividade.




“ No desenrolar do processo criativo, Schröder busca uma poética visual voltada para cada material investigado, como bronze, madeira, pedra, entre outras........sua dinâmica de trabalho, provêm dos desafios que esta pluralidade de materiais impõe.......respeitando a natureza destes materiais e suas linguagens, o artista diversifica a temática , projetando-se entre o geométrico, o abstrato, o figurativo e o simbólico......esta alternância instiga e promove no espectadoruma espécie de reflexão sobre as convenções, que muitas vezes definem nossa existência....”
Maria Regina Giacomini
ABCA Associação Brasileira de Críticos de Arte.



“Quando faço uma avaliação dos aspectos que determinam uma figura tridimensional o que me interessa é o aspecto do entorno, o fato de circular a peça, de confrontar as sombras produzidas com a textura da superfície vista, aquela sensação de presença que somente a escultura pode proporcionar através do volume. Tudo comove, tudo significa algo, se relacionado com o já existente e isto engrandece o proposto como algo que talvez seja inusitado. A procura que realizo neste processo quase construtivo, onde nada de arcaico é permitido, pois o próprio material exige subsídios de conhecimento para o intento final; a finalização da obra e sua real permanência como estrutura física de observação, proporciona uma evolução da própria obra e do seu processo de construção em si. A mulher, imagem impar da natureza, beleza em si, inspiradora eterna e incrivelmente versátil em sua interpretação. Facilita em muito o labor do artista, pois sua essência fala mais alto.” Jorge Schröder.








segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

9 Simposio Internacional de Escultores en Madera

  Simpósio em LLanquihue - Chile 


Com temática voltado a Flora e Fauna do Riu Maullin.
Um evento na cidade de Llanquihue no Chile as margens do Incrivel e límpido  Lago Llanquihue e aos pés do Vulcão Osorno, contou com a participação de escultores Chilenos, Equatorianos, Argentinos, Peruano, Costa Riquenho , Boliviano e Brasileiro. 

Cidade com construções estilo Germânicas, compõe um ambiente provinciano de muita harmonia com o ligar, Casas em sua maioria construídas e revestidas em Madeira de Alerce, madeira utilizada amplamente durante centenas de anos pelos moradores que atualmente estão tentando salvar da extinção, em decorrência de excesso de consumo e falta de critérios no extrativismo.
 

 
O lacal dá o Charme e o Rítimo de trabalho, com troncos de Cipreste Andino e  Carvalho Roble Chileno.

Com organização de Voluntários  apreciadores da Arte e Municipalidade, bem como da Marca de Motosserras STIHL, fornecedora dos equipamentos para execução dos trabalhos.




Com recortes iniciais, se determina o volume inicial da escultura


A medida que se desenvolve os trabalhos, a forma que esta retida no interior da madeira, passa a ser visualizada, seus limites, suas possibilidades na própria estrutura do material, pois não é possível prever oque tem dentro de um tronco.



Após a definição dos volumes iniciais, se faz um redimensionamento da escultura, proporcionando a aproximação com o pretendido


O acabamento é feito com maquinas portáteis e ferramentas como formões e lixas. 



Visão dos lados opostos da obra 
  

 Título: Life of Rio Maullin.
 Diâmetro  de madeira de 0,70 cm  x 2,60 de altura.
Conceito: O peixe habitam as águas do rio Maullin, fauna aquática é sempre um espetáculo para ambos os pescadores e para sobreviver da pesca ribeirinhas. A proposta de uma escultura retratando peixes em um movimento  ascendente está em sua migração formação de peixes em direção à fonte dos rios para a reprodução. Um fenômeno que ocorre todos os anos, proporcionando uma migração espetacular que ocorre em rios com vida abundante como o caso do Maullin , conhecida por sua diversidade de vida.





Visão do Simpósio no período Noturno.



Grupo de Escultores Participantes.








sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

III SIMPOSIO INTERNACIONAL DE ESCULTORES SANTA MARIA

III SIMPOSIO INTERNACIONAL DE ESCULTORES

SANTA MARIA / RS Brasil







Pedras que vão ser usadas no Simpósio, escolhidas por Roberto Chagas  da comissão Organizadora na cidade de Cachoeira do Sul.





GARE / Santa Maria -Atelier livre de Santa Maria, local da realização do Simpósio.




Ambiente de trabalho 

Escultores Participantes do Evento

Movimentação da pedra com ajudantes e amigos da Arte


Início do trabalho- Rocha Calcária  de Cachoeira do Sul

 




Obra em construção.

Obra Concluida- instalação da Base será no local de destino.


Instalação da obra na Rua Dr. Bozano 

 Titulo "DERRAME DE CUBOS"




quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

ACERVO MASC

 ESCULTURA NO 
MUSEU DE ARTES DE SANTA CATARINA 




Escultura adquirida pela Associação Amigos do Museu de Arte de Santa Catarina para o Acervo da Instituição.


A cultura é vital nos espaços das cidades, sua interação manifesta-se com a arte pública  e seu relacionamento com a paisagem . A arte possibilita a recuperação do espaço público  para a cultura  e a construção do imaginário. Estimula asleituras sensoriais e cognitivas. Ativa as dimensões da cidade, cria oportunidades para explorar novas realidades e fantasias. Jorge Schröder, escultor gaucho.Sua obra é construtivista, caracteriza-se no vigor da forma e na força contida na matéria prima, bronze, madeira, alumínio, cobre e resinas acrílicas. Jorge busca intuitivamente cortes e recortes desarticulados, reinventado no gesto sensual das fendas, espaços decisivos, instigantes. Suas esculturas metaforicamente carregam no corpo da matéria , latente paixão contida. Paixão como dizia  Bérgson: “ percebeis quando abro meu sentimento, não percebeis quando os fecho”.
O museu de Arte de Santa Catarina  e o Museu de Arte de Joiville são contemplados com duas esculturas públicas do escultor Jorge Schröder, obras de importante referência para o acervo museológico da Arte Catarinense.

                                                      Msc Lygia Helena Roussenq Neves
                                                      Diretora do MASC 
                                           Associação Brasileira de críticos de arte -ABCA 


INSTALAÇÃO DA ESCULTURA 

Entrega Oficial da escultura para Maria Terezinha Debatin
Presidente da Fundação Catarinense de Cultura.

Grupo técnico do Museu de Arte de Santa Catarina e Fundação de Cultura. 

 MOSTRA DE ESCULTURAS DE GRANDE PORTE
 Ocorreu nos anos de 2005 e 2006 em conjunto com o escultor Pita Camargo, percorrendo cidades de Santa Catarina e São Paulo, incluindo neste percurso os Jardins da Scar em Jaraguá do Sul, a Univali em Itajaí, o MAJ- Museu de Arte de Joinville, os Jardins do Museu de Artes de Santa Catarina CIC e o MUBE Museu Brasileiro da Escultura em São Paulo. 



REPOUSO EM TESÃO 



            Em um verso da doutrina filosófica secreta da Índia Milenar, os Upanishads, condensa-se toda a transcendência da matéria: Move. Não se move. Está longe e está perto. Está dentro de tudo isso, e está fora de tudo isso.
            Pares opostos, que indicam a instabilidade da matéria e de nosso conceito de idealização de uma solidez das massas, imbuído pela visão mecanicista de um mundo baseado em corpos materiais sólidos e do espaço vazio.
            Na arte moderna, o questionamento do papel da matéria surge na escultura a partir do século 20, ao libertar-se da tradição naturalista quando começa-se a discutir a superfície dos volumes, propondo sensações visuais em lugar de meramente valorizar a profundidade, passando os elementos tácteis a ter maior peso que o conteúdo pictural. Entretanto, uma das  tendências mais significativas na escultura moderna, o  Construtivismo, aparece no “Manifesto” de Gabo e Pevsner como renúncia da massa como elemento escultural, restituindo a linha à escultura e afirmando que a profundidade é a única forma do espaço. Ficamos assim numa situação conflitual, por um lado  a negação da profundidade e valorização da superfície, por outro o envolvimento do espaço como forma participadora na  conceituação da tridimensionalidade.
            Diante da obra de um escultor “em processo”, falo assim da evolução de Jorge Schröder, hoje situando-se no construtivismo, percebo o conflito íntimo entre a doutrina teórica e a manifestação técnico-material, no processo de uma concepção imagética. Suas esculturas de grandes dimensões anseiam pela coexistência de um espaço real, de um campo visual que coloque uma forma nascida estática e plena de tensões, diante da dinâmica do mundo. Existe necessidade de integrar o espaço como terceiro elemento  de sua construção, que talvez só a liberdade de horizontes livres permita-lhe alcançar.
            Como obra construtivista, nota-se claramente a montagem das partes formando o bloco escultórico, articulando-se pela soldagem ou vazamento dos planos concebidos isoladamente, exigindo assim engenharia de projeto. Na experiência de ver, o olhar percorre o tratamento exterior, na tactilidade do alumínio escovado e do latão polido, deslizando pelas curvas acentuadas que pedem largar-se na voluptuosidade das formas. Planos e curvas organizam-se estruturalmente, cortando o espaço em que há uma expectativa de movimento, de desequilíbrios entre topo e base, penetrante e adentrado, nas esferas que brotam ou correm numa canaleta, naquele átimo congelado de tensão que instiga ao observador imaginar uma situação limite.
            Tensão e pressão provocam instabilidade na massa, a forma criada parece amolecer, encurvar-se, modificando-se pelos elementos intrusivos que nos provocam, pelo desequilíbrio entre a expectativa de uma rigidez metálica e o amolecimento indesejável da matéria dura, que tratada pelo artista, almeja no seu íntimo alcançar a suavidade da pele do metal. O recorte das formas que se imbricam sugere conjunturas em que as massas se chocam, comprimem-se, criando situações de pressão onde as curvas côncavas pressionam para dentro enquanto as cunhas convexas resistem – espera-se instabilidade, entretanto ocorre repouso em tensão.
            Como obras “em processo”, existem ainda resquícios de fases anteriores, formas orgânicas em resina acrílica que acrescentam um componente permeável à luz comprimido pelo metal, fugindo da proposta construtivista ao conduzir a leitura para formas da natureza. A busca pela plasticidade ainda está aqui contaminada pelo excesso, gerando um descompasso que a determinação formal do construtivismo exige.
            Na ótica construtivista de sua fase atual, a resposta plástica de Jorge Schröder à solidez das massas, é a criação de volumes evocando qualidades tácteis, e um acordo bem resolvido entre aparência  e peso da massa escultórica, tão perto e tão longe em um universo em tensão.

                                                                                                                           Walter de Queiroz Guerreiro
Membro da Associação Brasileira e Internacional

      de Críticos de Arte (ABCA / AICA) 


Foram adquiridas pela associação duas obras para os mais importantes Museus de Arte de Santa Catarina,



MUSEU DE ARTES DE JOINVILLE
MAJ












MUSEU DE ARTES DE SANTA CATARINA
MASC





https://www.youtube.com/watch?v=7al8w2upbgU